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RFID - Decretada a morte do suposto direito a privacidade

Enviado por Fernanda Pereira Pires em 12/05/2010 às 10:54 PM

No artigo “RFID – Uma invasão de privacidade” eu falei um pouco sobre a discussão referente a esta nova tecnologia e apresentei possíveis soluções para que as etiquetas de identificação por radio freqüência sejam consideradas seguras pelos consumidores. No entanto, há aqueles que acreditam que as etiquetas de RFID são uma espécie de “spychips”, uma vez que, quando implantadas em documentos como o passa porte, eliminam nosso livre e arbítrio, fazendo com que sejamos prisioneiros do nosso próprio sistema governamental.

Duas autoras americanas Katherine Albrecht e Liz McIntyre, publicaram em 2007 o livro “Chips espiões: como as grandes corporações planejam rastrear cada movimento nosso com RFID”, onde mostram que as empresas, assim como o governo que já utiliza esta nova tecnologia, não se preocupam com a privacidade do cidadão.

Segundo Katherine Albrecht “Os passaportes com RFID pouca coisa farão por nossa segurança. Pelo contrário, impondo-nos essas etiquetas eletrônicas em nossos documentos de viagem, o governo está pondo em risco nossas informações pessoais, sem fazer quase nada para deter os criminosos.”

Ethevaldo Siqueira escritor e atual colunista do jornal O Estado de São Paulo, também acredita que o RFID pode ser uma invasão a privacidade. Em seu artigo “A privacidade esta morrendo. Ou já morreu?” afirma que as tags de RFID, assim como a tecnologia da informação e as telecomunicações como um todo, bisbilhotam nossas finanças, descobrem se emitimos cheques sem fundos ou se somos maus pagadores. Identificam os lugares onde estivemos ontem ou onde estamos agora. Avaliam nosso sucesso ou fracasso profissional. Deixam- nos quase nus diante da sociedade e, em breve, irão revelar nossos segredos íntimos.

Em seu artigo, um dos consultores que indagava a respeito do assunto afirmou que a morte do suposto direito a privacidade pode ser algo bom para sociedade à medida que, em um mundo sem privacidade, onde as verdadeiras intenções são sempre reveladas, talvez haja menos corrupção, menos impunidade e mais razões para agir corretamente.

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