Atualmente uma discussão referente à invasão de privacidade provocada pelo uso das etiquetas de RFID esta em pauta. A ameaça à privacidade vem quando o RFID permanece ativo quando o consumidor deixa o estabelecimento.
Na Alemanha, foi aberta em 2003 na cidade de Rheinberg, a future store Extra, uma loja que utiliza a identificação de etiquetas por radiofreqüência (RFID) e Personal Digital Assistants (PDAs) integrados às mercadorias, carrinhos de compras, gôndolas, estoques e fornecedores. Cada etiqueta possui uma antena e um chip com uma seqüência de números que é transmitida para o computador via radiofreqüência. Estes chips são capazes de identificar qualquer tipo de mercadoria, permitindo assim, que haja um maior controle de todos os itens, desde a hora em que eles saem de seu lugar ou país de origem até a colocação nos carrinhos dos clientes. (http://twixar.com/el71b)
Essa inovadora loja da Alemanha que coloca tags RFID em todos os seus produtos e os clientes debitam o valor de suas compras no seu cartão de crédito automaticamente na hora em que sai do supermercado, pode ser prejudicada, quando o consumidor se sente ameaçado com esta nova tecnologia.
As etiquetas colocadas no produto são monitoradas, fato este que aumenta o controle de estoque e facilita a logística da empresa, mas que em contraponto, identifica o consumidor quando o mesmo retorna a loja. Caso este consumidor não queria ser reconhecido, mesmo com a regulamentação governamental, a situação pode se tornar rapidamente uma ameaça à privacidade.
Algumas soluções para que a utilização desta tecnologia não invada a privacidade do consumidor são o código, a criptografia e os dispositivos metálicos. No primeiro o conteúdo da etiqueta só poderá ser interpretado mediante o uso de um código. No segundo, somente o emissor e o receptor podem ter acesso a informação contida na etiqueta e por fim, o terceiro, onde a etiqueta ficaria livre de interpretações quando não estivesse em uso, uma vez que estaria envolta por um estojo composto de um material reflexivo (estudos indicam o alumínio como o principal candidato).
Além dessas soluções, existem regras que devem ser cumpridas pelas empresas quando as mesmas desejam utilizar as tags de RFID. São elas:
- Os consumidores devem ser notificados quanto à presença de RFID nos produtos, e em quais deles isto acontece;
- Tags RFID devem ser desativadas na saída do caixa do estabelecimento;
- Tags RFID devem ser colocadas na embalagem do produto, e não nele próprio;
- Tags RFID devem ser bem visíveis e facilmente removíveis.
Em meio a tantas possibilidades de violação da segurança, estas novas soluções permitem que a tecnologia RFID seja implantada sem causar danos aos seus usuários. Isso faz com que seu uso em larga escala seja viável e que a vida das pessoas seja facilitada sem nenhum transtorno.





















